Defesa criminal em operações especiais

Compreender a estrutura da investigação. Identificar o que muda a narrativa.

Advocacia criminal e consultoria jurídica dedicadas a operações especiais e inquéritos originários perante os Tribunais Superiores, sobretudo em temas do Direito Penal Econômico e Empresarial.

01

Operações especiais

Buscas e apreensões e técnicas especiais.

02

Investigações complexas

Quebras de sigilo com grande volume de dados.

03

Tribunais Superiores

Inquéritos originários no STF e no STJ.

04

Direito Penal Econômico e Empresarial

Lavagem de dinheiro, corrupção, crimes tributários, financeiros e licitatórios.

A tese

Acredita-se que uma investigação descobre a verdade. Na prática, ela constrói uma narrativa.

Cada diligência realizada, cada documento produzido, cada decisão tomada e cada prova incorporada aos autos formam uma versão dos fatos. É essa versão que orientará o delegado de polícia, o Ministério Público e, depois, o Poder Judiciário.

Quando a narrativa se consolida sem ser verificada, a defesa passa a atuar em um cenário desconectado dos elementos probatórios informados pelo cliente. Por isso, o trabalho começa antes da denúncia, já na investigação, e vai além das provas: examina a forma como elas foram produzidas e incorporadas.

“Nenhuma narrativa deve ser aceita como verdade antes de ser tecnicamente examinada.”

Atividade principal

Advocacia criminal

Defesa em operações especiais, com um método próprio de leitura do caso.

Toda investigação deixa rastros: nos fatos, nas decisões, nas provas e nos procedimentos. O escritório organiza com método a leitura desses rastros, em cinco etapas que são a base de todo o trabalho. Duas delas se desdobram nas frentes de trabalho apresentadas adiante: a reconstrução dos fatos e a engenharia reversa.

  1. I

    Compreender

    A estrutura: o contexto, os fatos e as hipóteses criminais.

  2. II

    Reconstruir

    A versão do cliente, com cronologia e documentos.

  3. III

    Examinar

    Cada ato e a forma como cada prova foi produzida.

  4. IV

    Identificar

    O que muda a narrativa e as questões que podem ser levadas ao Poder Judiciário.

  5. V

    Orientar

    A condução da defesa pelo escritório, alinhada aos objetivos do cliente.

Em todas as fases

Atuação do inquérito ao STF, e o caso preparado para chegar até lá.

O escritório acompanha o caso em cada instância. Desde a investigação, as teses mais relevantes são suscitadas no momento certo, para que possam ser apreciadas pelo STJ e pelo STF. Em qualquer fase, o habeas corpus pode levar a questão diretamente aos tribunais.

  1. Inquérito ou PIC

    Investigação

    Polícias judiciárias e Ministérios Públicos. As questões relevantes são registradas desde o primeiro ato.

  2. Juízo

    Primeira instância

    Ação penal. As teses da investigação são desenvolvidas e sustentadas na instrução.

  3. TJ ou TRF

    Tribunal

    A última instância para discutir fatos e provas. As teses são preparadas para seguir adiante.

  4. STJ

    Superior Tribunal de Justiça

    Recurso especial. A aplicação e a interpretação da lei federal ao caso.

  5. STF

    Supremo Tribunal Federal

    Recurso extraordinário. As questões constitucionais do caso, com repercussão geral.

Quando a investigação nasce no STF ou no STJ

Inquéritos nos Tribunais Superiores

Há investigações que tramitam nas Cortes Superiores, em razão do foro por prerrogativa de função do investigado ou da competência originária do caso. Elas são instauradas e supervisionadas por um ministro relator, têm a Procuradoria-Geral da República como titular da acusação e seguem regras, rito e atores próprios. O escritório atua nessas investigações do início ao fim.

Do início

Instauração e supervisão

Acompanhamento desde a abertura do inquérito no Tribunal: manifestações sobre as diligências requeridas, controle da competência e da justa causa e atuação perante o relator, a PGR e a PF.

Durante

Cada ato, examinado

Medidas cautelares decididas pelo relator, quebras de sigilo, busca e apreensão e prazos: cada ato é lido com método pelo escritório, observando as peculiaridades do rito próprio dos Tribunais Superiores.

Ao fim

Arquivamento, denúncia ou julgamento

Manifestação sobre o relatório da PF, defesa prévia em caso de denúncia e atuação no julgamento pela Turma ou pelo Plenário, com sustentação oral.

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Formas de atuação

Duas frentes de trabalho: um mesmo rigor de análise.

Cada caso parte de uma pergunta diferente. Em todos, o ponto de partida é o mesmo: entender como os fatos foram construídos antes de decidir como enfrentá-los.

01

Reconstrução dos Fatos

A versão do cliente, estruturada com método.

Reconstruímos os fatos sob investigação a partir da versão do cliente, com cronologia, documentos e contexto, para demonstrar a inocência ou delimitar com precisão quais condutas foram, de fato, praticadas. Quanto antes essa versão for apresentada, maior é o espaço para que ela seja considerada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Ver como funciona

Indicado quando

  • A imputação não corresponde ao que efetivamente aconteceu.
  • É preciso separar o que o cliente fez do que lhe é atribuído.
  • O cliente será chamado para depoimento ou interrogatório na investigação.

O que se entrega

  • Cronologia reconstruída dos fatos
  • Matriz fato × prova × imputação
  • Apresentação dos elementos identificados
  • Preparação do cliente para a oitiva
02

Engenharia Reversa

A investigação lida de trás para frente.

Partimos do ponto de chegada, seja o relatório final, a denúncia ou uma medida cautelar, e percorremos a investigação ponto a ponto, até a sua origem. Cada ato, decisão e prova é examinado para identificar as questões que podem ser levadas ao Poder Judiciário.

Ver como funciona

Indicado quando

  • Uma operação foi deflagrada: busca e apreensão, prisões ou bloqueios de bens.
  • A investigação foi concluída com relatório final.
  • A denúncia foi oferecida ou recebida.

O que se entrega

  • Mapa da cadeia investigativa
  • Pontos de controle de legalidade
  • Teses jurídicas priorizadas por impacto

Reconstrução dos fatos

A versão do cliente, verificada fonte por fonte.

A reconstrução parte do relato do cliente e o confronta com tudo o que existe, dentro e fora da investigação.

  1. 01

    Oitiva simulada

    O cliente é ouvido como seria em um depoimento, e todas as informações do caso são colhidas.

  2. 02

    Elementos da investigação

    Cada ponto do relato é buscado nos materiais apreendidos, documentos, quebras de sigilo e extrações de dados.

  3. 03

    Fontes externas

    No que for cabível à defesa, informações são requisitadas a fontes fora da investigação.

  4. 04

    Apresentação à autoridade

    Os elementos são apresentados à autoridade, com o pedido das diligências necessárias para verificar a versão da defesa.

Engenharia reversa

Da origem à denúncia. Ponto a ponto.

A engenharia reversa parte do fim da investigação. Aqui, ela é apresentada na ordem em que a investigação se constrói: em cada etapa, a pergunta que pode mudar o caso.

  1. Qual é a verdadeira origem da investigação, e ela é lícita?

  2. Havia justa causa, atribuição e competência para investigar?

  3. As diligências seguiram um método, foram documentadas e respeitaram os limites legais?

  4. Buscas, quebras de sigilo e interceptações foram autorizadas, fundamentadas e executadas nos limites da decisão?

  5. As conclusões decorrem das provas, ou as antecedem?

  6. A imputação descreve o que a prova efetivamente demonstra?

Ponto de verificação 01/ 06

Qual é a verdadeira origem da investigação, e ela é lícita?

Quando procurar

Momentos em que a defesa não pode esperar.

  1. 01Você soube que está sendo investigado, mesmo sem ter sido intimado.
  2. 02Você ou sua empresa foram alvo de busca e apreensão em uma operação.
  3. 03Chegou uma intimação para depor ou ser interrogado em uma investigação.
  4. 04Houve bloqueio de bens, contas ou outras medidas cautelares.
  5. 05A denúncia foi oferecida e é preciso entender o que realmente sustenta a acusação.
  6. 06O caso precisa ser preparado para os Tribunais Superiores, ou já tramita no STJ ou no STF.
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Para

Empresários

Empreendedores e sócios de empresas.

Para

Empresas

Diretores, executivos e administradores.

Para

Agentes públicos

Gestores públicos e autoridades com foro perante os Tribunais.

Defesa criminal em parceria

Parcerias entre defesas, a partir das perguntas certas.

Em casos complexos, a defesa pode reunir mais de uma banca de advocacia. Nessas parcerias, o escritório integra a equipe, atua em conjunto com os demais advogados e contribui com o seu método de análise, que começa por estas perguntas.

  1. 01

    A investigação foi conduzida com método e dentro dos limites legais?

  2. 02

    A defesa analisou as provas, ou também a forma como elas foram produzidas?

  3. 03

    Se houvesse uma oportunidade capaz de mudar os rumos do caso, ela já foi identificada?

Se alguma dessas perguntas ainda não tem resposta segura, é por ela que a parceria começa.

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Uma segunda leitura, por escrito

Pareceres jurídicos

Na atividade de consultoria jurídica, o escritório elabora pareceres para clientes e para advogados que já conduzem a defesa. Não substitui a defesa: soma a ela uma análise independente, fundamentada e pronta para ser usada no caso.

Parecer

Reconstrução dos fatos

Um cotejo entre a hipótese da investigação e todo o material coletado, com o objetivo de afastar ou reduzir as imputações, segundo a versão apresentada pelo cliente.

Parecer

Engenharia reversa

O exame da legalidade da investigação: denúncia anônima, relatório de inteligência financeira (RIF), fishing expedition, cadeia de custódia, buscas e apreensões e quebras de sigilo, entre outros temas.

Para

Advogados e escritórios

Consultoria jurídica para quem já conduz a defesa, inclusive na preparação do caso para os Tribunais Superiores.

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Quando a empresa é a vítima

Investigações corporativas

Empresas que sofreram invasão, ataque cibernético, fraude ou vazamento de informações precisam de uma investigação prévia, conduzida com rigor técnico e jurídico. O escritório atua desde o início, em conjunto com a equipe de tecnologia que responde ao incidente: a orientação jurídica define como as evidências são preservadas e os fatos organizados, para que o Estado possa agir depois, por meio de representações e notícias de crime bem fundamentadas.

Resposta jurídica ao incidente

Do primeiro dia à notícia de crime.

A forma como as evidências são coletadas nas primeiras horas define o que poderá ser usado depois. Por isso a orientação jurídica caminha junto com a resposta técnica, e não depois dela.

Falar sobre uma investigação corporativa pelo WhatsApp

Indicado quando

  • Houve invasão de sistemas ou sequestro de dados.
  • Há suspeita de fraude interna ou desvio de recursos.
  • Informações sigilosas foram vazadas ou usadas indevidamente.

O que se entrega

  • Orientação jurídica para a atuação no incidente, junto à equipe de tecnologia
  • Preservação e cadeia de custódia das evidências
  • Relatório de investigação corporativa
  • Notícia de crime ou representação estruturada
Retrato de Bernardo Guidali Amaral, de terno escuro, em fundo preto, com a mão no queixo
Bernardo Guidali Amaral

Trajetória

Quem conheceu a investigação com profundidade sabe onde olhar.

Por 12 anos, como Delegado de Polícia Federal, Bernardo Guidali Amaral conduziu operações especiais de repercussão nacional. Conhece cada etapa da investigação: como nasce, como se estrutura, como produz as provas e como elas são incorporadas aos autos.

Hoje, advogado criminalista e consultor jurídico, dedica essa experiência à defesa de pessoas e empresas, inclusive em investigações que tramitam perante o STF e o STJ. Atua com a convicção de que quem já conduziu investigações traz à defesa uma visão diferente do caso, capaz de perceber o que normalmente passa despercebido.

12 anos
Delegado de Polícia Federal
Doutorando e Mestre
Universidade de Salamanca, Espanha
Autor
Diretrizes dos Acordos de Colaboração Premiada
Professor
Direito Processual Penal e Direito Penal Econômico
Capa do livro Diretrizes dos Acordos de Colaboração Premiada, de Bernardo Guidali Amaral, editora Lumen Juris

Publicação

Diretrizes dos Acordos de Colaboração Premiada

Bernardo Guidali Amaral · Lumen Juris · 2025

Uma obra sobre os parâmetros que devem orientar a celebração, a execução e o controle dos acordos de colaboração premiada, um dos instrumentos mais decisivos, e mais sensíveis, das operações e investigações complexas.

Conhecer o livro

Treinamentos

Ensinar a ler uma investigação é parte do mesmo ofício.

Professor de Direito Processual Penal e Direito Penal Econômico em cursos de pós-graduação e imersões sobre investigação criminal, operações, investigação defensiva, cadeia de custódia e atuação nos Tribunais. Palestrante em congressos no Brasil e no exterior.

Para escritórios de advocacia, empresas e instituições, o escritório oferece treinamentos personalizados sobre leitura de investigações, operações, lavagem de dinheiro e relatórios de inteligência financeira, denúncias anônimas, fishing expedition e cadeia de custódia, entre outros temas.

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Bernardo Guidali em aula, falando ao público
Bernardo Guidali durante palestra
Bernardo Guidali durante imersão sobre investigação criminal

Contato

Toda investigação deixa rastros. Comece por quem sabe enxergá-los.

Escolha o assunto e inicie a conversa. O atendimento é feito em todo o Brasil, com reuniões presenciais ou por videoconferência, e o retorno é pessoal, com total discrição.

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